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A noite mais louca de todas – Final

A corrida do taxi foi bem mais calma e silenciosa do que a primeira. Ela se acomodou no banco, tirou os sapatos e colocou os pés sobre o meu colo. Fiz uma massagem distraída neles enquanto olhava pela janela o movimento da Lapa ficar para trás na madrugada. Ficamos quietos a maior parte da viagem, fazendo comentários casuais sobre o avançado da hora, o calor e a noite estrelada.

Chegamos ao prédio, entramos na portaria e caminhamos até o elevador em silêncio. Entramos, eu a abracei e ficamos ali nos beijando, sem apertar o botão do nosso andar. Pressionei-a contra o espelho e apertei um dos seios, sem parar de beijá-la. Ela esticou a mão até o painel, pressionou o botão e me puxou pelo pescoço mais para perto, enquanto mordia meus lábios. Ignoramos a chegada no andar por alguns segundos enquanto continuávamos o beijo, até que abri a porta e puxei-a para o corredor.

Andamos até perto da nossa porta, mas antes que eu colocasse a chave na fechadura ela me puxou e recomeçou a me beijar, agora me empurrando contra a parede. Sua boca não ficou muito tempo nos meus lábios, logo começou a descer pelo meu queixo, pescoço, e peito. Ela se ajoelhou na minha frente ali no corredor e abriu o meu ziper, soltando o meu cacete completamente duro. Abocanhou-o de uma vez, sem nenhuma cerimônia: aquilo não era um oral recreativo, ela estava ali só para me preparar. Seus lábios deslizaram para cima e para baixo por todo o comprimento dele deixando-o muito molhado. Quando ela achou que era o bastante levantou-se, virou-se de costas para mim e se apoiou na outra parede do corredor, empinando a bunda.

- Vem – sussurrou, sem olhar para mim.

Levantei o seu vestido e só puxei a calcinha para o lado antes de pressionar a cabeça do pau contra a sua boceta. Molhados como estávamos deslizei facilmente para dentro dela, arrancando um gemido forte. Agarrei-a pelos cabelos e pelas ancas e comecei a socar com força o pau dentro dela. O tesão era enorme mas o calor e o ziper ao redor da base do cacete me distraiam.

- Vamos continuar lá dentro, quero sentir você nua – eu disse sem parar as estocadas.

- Não… eu… quero aqui… não para.

Acelerei mais ainda os movimentos, meu corpo se chocando contra ela com força a cada investida, as duas mãos nos quadris dela cadenciando a foda. Não demorou muito até o tesão ficar incontrolável e logo eu estava gozando dentro dela, a xota ordenhando minha porra a cada espasmo de gozo.

Nos endireitamos e entramos em casa. Tudo escuro e em silêncio, os meninos dormiam com a avó no quarto deles. Ela foi ao banheiro enquanto eu ia até o quarto e pegava nossas roupas de dormir. Ao chegar ao banheiro ela já estava nua, passando as mãos de leve pelo corpo diante do espelho.

- Você aguenta mais? – perguntou com uma carinha de safada, enquanto eu tirava a minha roupa

Sorri para ela e fiz sinal de afirmativo com a cabeça, enquanto acabava de me despir. Meu pau a meia-bomba mostrava sinais de querer se reanimar novamente. Envolvi seu corpo agora com calma, a pica roçando contra a sua pele, as mãos deslizando por todo o corpo enquanto beijava o rosto e a boca de leve. Abracei-a fortemente, agarrando suas nádegas com a mão e levantei-a, colocando-a sentada sobre a bancada da pia, sem parar de beijá-la. Agarrei o meu pau com força e comecei a esfregá-lo na entrada da boceta melada. Ela me envolveu com os braços e as pernas e me puxou para ela, fazendo o pau agora já completamente duro penetrá-la de uma vez. Minhas mãos livres vagavam pelo corpo dela, acariciando e arranhando, apertando os seios, puxando os cabelos. Cadenciava meus movimentos alternando calma e pressa, agora sem urgência para gozar dava a ela o que sentia que o seu corpo pedia: as vezes movimentos fortes e profundos, outras vezes deslizava lentamente todo para fora dela e voltava a mergulhar fundo dentro do seu sexo. Era a vez dela gozar e ela se aproveitou disso algumas vezes.

- O que você mais queria ter visto hoje que não viu? – perguntou

Continuei metendo nela

- Você beijando e caindo de boca na ruiva, quando ela estava na cama, de pernas abertas.

Ela me beijou com força e gemeu

- Hmmmm, ia ser bom… mas tinha muita gente.

- Eu protegia a sua retaguarda, enquanto você beijava ela ali, de bunda pro alto.

Ela sorriu pra mim

- Adoro quando você  protege a minha retaguarda…

Me empurrou para fora dela, desceu, virou-se apoiando os braços sobre a bancada e empinou a bunda

- … que nem agora… vem proteger, vem.

Comi sua boceta mais um pouco ali, batendo de vez em quando na sua bunda. Ela continuava falando sobre a noite:

- Ia ser bom… ter ela ali na minha frente… e você atrás de mim… ia te deixar pôr onde quisesse…

Mensagem aceita: tirei o pau de dentro da sua boceta, passei bastante saliva na minha mão e com ela lambuzei a entrada do seu cu e a cabeça do pau. Pressionei a pica conta a porta traseira. Com um pouco de esforço o pau foi lentamente penetrando o ânus.

- Devagar! – ordenou ela. Continuei com calma até estar todo dentro dela. – Agora fica assim, parado.

Ela abandonou o corpo sobre a bancada enquanto deslizava uma das mãos até o clitóris. Com minha rola toda enfiada na bunda ela começou a se masturbar freneticamente. Eu sabia que ela não ia durar muito fazendo aquilo e fiquei só observando até começar a sentir o meu pau ser apertado com força pelo seu ânus, enquanto um forte orgasmo tomava conta do seu corpo e a sacudia toda. Acariciei suas costas quando o gozo acabou, saí de dentro dela, virei-a e a abracei forte, beijando sua boca.

Entramos no chuveiro em silêncio e nos lavamos com calma, um ensaboando e enxaguando o outro. Nos secamos, colocamos a roupa de dormir e fomos para o quarto nos deitar.

Eram quase cinco horas da manhã. Com o ar condicionado ligado abracei-a por trás sob o edredon. Como não havia gozado no banheiro já estava recuperado para outra. Ela notou isso ao me sentir crescer pressionando sua bunda.

- Quer mais – perguntou sussurrando

- Quero – respondi bem perto do seu ouvido

- Eu também – disse, enquanto abaixava o shortinho

Baixei o meu short e me encaixei nela. Foi um transa de casados. Um fazer amor de conchinha, como já havíamos feito incontáveis vezes. E foi completamente novo. Gozamos e dormimos abraçados.

A noite mais louca de todas – parte 5

Descemos do taxi perto do Passeio e caminhamos pela burburinho que agitava o local até o Cine Lapa. O segurança pediu a identidade dela, o que além de deixá-la feliz como sempre faz nessa noite provocou risinhos na gente tendo em vista onde estávamos antes.
Depois de estar em um ambiente tão estranho para nós, chegarmos a um lugar conhecido era quase como estar em casa. As músicas acompanhadas pelos clipes no telão, o casarão antigo, o público descontraído presente, tudo causava uma boa sensação de familiaridade. Pegamos duas cervejas no bar, descolamos um lugar na pista de frente para o telão e ficamos ali dançando e observando os vídeos, curtindo as músicas.
Depois de dançarmos algumas músicas o calor infernal do verão de 2010 no Rio de Janeiro começou a se fazer notar. Aproveitando uma música menos animada ela perguntou:
- Vamos ver como está lá em cima?
Subimos. A pista do segundo andar que tocava remixes pop ficava próxima às janelas do sobrado, deixando a temperatura um pouco mais agradável apesar do grande número de pessoas dançando.
Nos misturamos às pessoas na pista, tentando ficar próximos às janelas para aproveitar a pouca brisa. Do nosso lado dançavam duas meninas bem juntas e logo começaram a se beijar. Isso não era nada anormal nas festas no Cine Lapa, que apesar de não ter um título formal de GLS abriga festas com muita pegação gay e lésbica. Já envenenado por tudo que tínhamos visto na casa de swing pisquei para a minha mulher maliciosamente, apontando o beijo. Ela sorriu de volta e continuamos dançando, olhando de vez em quando para as duas que pareciam estar em outro universo, uma nos braços da outra. Perto de nós um grupo de dois rapazes e uma moça dançava cada vez mais próximos de nós e das meninas. Fui para trás da minha mulher e juntei meu corpo ao dela, dançando juntinho.
Um dos jovens e a garota que estava com ele formaram um círculo conosco, dançando cada vez mais perto. O rapaz acompanhava a nossa coreografia, se aproximando da minha mulher. Em outras festas gays já haviam dançado perto dela de jeito parecido, mas desta vez havia algo diferente.
“Ou eu tô imaginando coisas por causa do swing ou esse cara quer mais do que dançar”.
Não estava imaginando. Aproveitando-se de um movimento em que o rosto dos dois ficou bem perto ele olhou bem dentro dos olhos dela e deu-lhe um beijo. Ao mesmo tempo pôs as mãos sobre as minhas, que estavam nos quadris dela. Tirei minhas mãos debaixo das dele deslizando-as para os lados da barriga dela, enquanto pressionava o corpo dela para frente contra o dele. Ela correspondia o beijo, e eu passei a beijar o pescoço dela. Ficamos ali naquela dança a três por alguns segundos. Quando eles pararam de se beijar vimos que menina observava o beijo ao lado dele. Sem dizer nada ele saiu da frente da minha mulher e veio na minha direção…
E por essa eu não esperava: ele tentou me abraçar e beijar. Se eu nunca havia pensado em ter algo com outro homem, a boca dele encostando no meu pescoço foi o bastante para ter certeza de que não rolaria. Afastei-me dele sinalizando que não era a minha parada e voltei para minha mulher, que estava beijando a menina. Abracei-a por trás novamente e tentei por as mãos nos quadris da outra garota, que interrompeu o beijo, olhou para mim e fez que não com a cabeça.
“Ah, outra ‘girls-only’…” pensei, tirando as mãos dos quadris dela e agarrando os da minha mulher, enquanto as duas voltavam a se beijar. Dançamos um pouco, eu apreciava o show bem de perto, o pau duro sob a calça pressionando forte contra o rego  dela. Terminaram o beijo, minha mulher fez uma carícia no rosto da menina que foi embora  e se virou para mim, me beijando forte. Ficamos dançando abraçados e beijando, eu agarrava a sua bunda com uma mão e com a outra acariciava os seus cabelos. Depois de algum tempo paramos o beijo e sem dizer nada saímos da pista.
- Tá perigosa hoje hein? Até aqui? – perguntei sorrindo quando chegamos no bar, antes de pedir outra cerveja
- Eu achei que ele estivesse a fim de você e estava dançando comigo pra chegar perto.
- Bom, a fim ele tava, mas não era só de mim…
- Sério?
- Ah, você não viu porque já estava atracada com a outra, né? – falei rindo – Pois é, depois de beijar você ele veio pra cima de mim.
- Ahaha, sabia… mas pra quem queria você ele tem uma boa pegada.
- Sei, pelo visto ele deve pegar tudo que se mova nessa festa. E a menina como foi?
- Ela tá muito bêbada, é muito nova e beija com os dentes. Valeu mais pela dança com você ali atrás, o beijo foi ruim.
- Você deve ter batido alguma espécie de recorde hoje – brinquei, enquanto desciamos para a pista do telão – entre essa menina e a coroa da outra festa você beijou duas mulheres com pelo menos 25 anos de diferença na mesma noite.
- Ehehe, eh verdade – ela respondeu rindo – estou terrível!
Depois de curtirmos mais alguns clipes no térreo ela disse que estava com os pés doendo. Ao som de Clara Nunes que rolava no telão animando o plateia pagamos a conta e fomos para a rua pegar um taxi para casa.
(A noite vai terminar em 0×0? Confira na ultima parte da história)

A noite mais louca de todas – parte 4

Iniciantes são muito engraçados: chegam num lugar novo cheios de não-me-toquem, vão se soltando, começam a se achar os reis da carne seca… e aí notam o quanto ainda não sabem de nada.

Nós ali, achando que estávamos abafando no apagão enquanto a luz ia subindo e deixando a gente com cara de bobo: ao longo das paredes da pista vários casais transavam nas mais variadas posições. Mulheres de pé contra a parede sendo comidas por trás, homens sentados com mulheres cavalgando-os, papai-e-mamãe rolando sobre o banco comprido… muita informação de uma só vez.

O clima esquentou e dois homens se aproximaram da minha mulher: um negro forte, que não largava a menina que estava beijando, e um moreno alto e gordo. E a (interessante) mulher desse segundo fez a coisa mais ridícula que vimos a noite toda: ela olhava para o outro lado e não notou que o parceiro dela estava abordando a minha mulher, ficou espantada quando me sentiu tocar os seus cabelos e mais ainda ao ver onde estava a mão do parceiro dela, que tentava agarrar um dos seios da minha mulher. Ela puxou-o pelo ombro e começou a discutir com ele. Minha mulher se esquivou do outro rapaz e veio pra perto de mim.

- Vamos dar uma volta antes que a mulher dele venha bater em você – eu disse

- Aqui não é lugar pra ciúmes né? – ela respondeu, ajeitando o vestido – vamos, o povo aqui é muito afoito e de pau pequeno.

- Ahahah, como assim? – perguntei, enquanto pegava a mão dela e caminhava para a saida da pista, ignorando toda a movimentação ao redor.

- No apagão, gente colocando a mão por dentro do meu vestido de qualquer jeito – disse ela – e um cara estava com a calça abaixada, puxou minha mão e colocou no pau dele: pequeno e torto pra cima.

Não contive uma gargalhada.

- Tá com o tato apurado, hein?

- Palhaço – sorriu ela

Caminhamos pelos corredores observando os quartos a meia-luz que estavam com atividade a todo vapor agora. Num deles uma mulher interrompia a chupada que dava em um cara para avisar a outro que queria comê-la que “só com camisinha”. Em outro o rapaz que minha mulher beijou comia vigorosamente uma mulher de quatro, dando tapas na sua bunda de vez em quando.

- É, a menina e ele vieram com intenções diferentes pra cá – falei

- Pois é – ela concordou – eles nem ficaram mais juntos depois daquilo. Cadê ela?

Estava no quarto seguinte. E muito mais gente. Provavelmente umas 7 pessoas na mesma cama, algumas nuas e outras semi-vestidas, pelo menos dois casais transando. A ruiva com o vestido completamente fora do lugar, seios a mostra, calcinha idem, acariciava as mulheres da cama. De pernas abertas, de frente pra porta onde estávamos. Convidativa.

- Vai lá, ela tá de bandeja pra você

- Ah, se ela tivesse sozinha eu ia, mas com essa multidão… – refugou – vai você.

- Até parece que vai adiantar, ela quer o que você tem e não o que eu tenho

- Será?

A pergunta foi respondida quase que imediatamente: um dos homens da cama tentou se ajoelhar entre as pernas dela só para vê-la se afastar para o outro lado da cama, do lado de uma mulher que cavalgava alguém. A movimentação continuou mais um pouco até que alguém derramou caipirinha na cama causando revolta geral e êxodo da cama.

Continuamos pela casa observando o movimento, no quarto aquário (com uma parede de vidro) um casal que tínhamos achado interessante antes e desaparecera depois que saímos da pista de dança arrumava as roupas.

- Ah, acho que perdemos algo interessante – disse eu, olhando os dois pelo vidro

A mulher notou que observávamos, se sentou na cama e chamou o parceiro para perto. Desabotoou a calça dele e tentou reanimá-lo com a boca, mas depois de algum tempo desistiu e os dois voltaram a se vestir.

- É, pelo visto perdemos mesmo – ela disse – Acho que com isso já deu, né? Vamos embora?

Olhei o relógio, duas da manhã.

- Acho que sim – respondi – Vamos pra Lapa?

- Vamos sim, quero dançar uma música que preste.

- Hehe, se preocupa não, a Cliperama vai nos salvar.

Pegamos um taxi e partimos, conversando sobre o que tinha rolado. Normalmente a presença do taxista teria feito a gente esperar pra falar depois, mas a gente não se importou. Nem olhamos para ver a reação dele quando ela me puxou mais pra perto, segurou minha mão e colocou dentro da calcinha, dizendo:

- Vem cá, você sabe onde e como colocar a mão

Dois dedos deslizaram pela umidade para dentro dela facilmente e fiquei ali, beijando-a na boca e fodendo-a com os dedos lentamente durante grande parte do resto do trajeto.

E a gente nem sabia o que a Cliperama nos reservava…

A noite mais louca de todas – parte 3

Deixamos a mulher enjaulada e seguimos o fluxo de pessoas pelo corredor da casa. Passamos por alguns quartos vazios, alguns em quase completa escuridão até chegarmos a uma segunda pista de dança menor que a anterior, com um outro bar em uma das extremidades e um palco com um mastro de pole-dancing na outra. O som ali era um techno padrão: se não ia excitar ninguém pelo menos não deveria broxar. No palco um dos frequentadores da festa, um mulato grande, improvisava um animado strip-tease com ajuda da sua parceira. Do outro lado do palco a ruiva do beijo na pista se esfregava no mastro ao ritmo da música, sem se preocupar com o vestido que subia cada vez mais. Perto dela o trio de amigas não perdia nenhum detalhe do pole-dancing, ignorando completamente o strip-tease masculino da outra extremidade que a essa altura já chegava ao clímax com o homem arriando sua cueca. Uma das mulheres mais animadas com ele não resistiu: ajoelhou-se na frente dele e começou a chupá-lo, enquanto a parceira dele o abraçava por trás, acariciando o seu tórax.

Para evitar concorrência com o espetáculo da casa (e que o cara se acabasse ali na pista de dança) a organizadora do evento pôs ordem no palco e chamou o gogoboy para o palco. O “agente da swat” causou frisson com a maioria da audiência feminina que observava, exceto o trio de garotas que não tirava os olhos da ruiva que continuava a sua evolução no mastro. O dançarino tentou fazer par com ela mas foi solenemente ignorado e decidiu continuar sua exibição solo para as outras mulheres que o observavam avidamente.

- Hmmm, tô achando que você não ia conseguir nada mais do que aquele beijo com ela, pelo visto o interesse dela aqui hoje é outro – minha mulher falou no meu ouvido, se referindo à ruiva. Ela trocava olhares com o trio de meninas, completamente alheia ao gogoboy. Sua atenção parecia voltada em especial para a mulher que beijara a loura na primeira pista de dança, e logo ela desceu do palco e se atracou com a mesma num beijo bem demorado.

Enquanto isso o gogoboy, a essa altura quase nu, era assediado por diferentes mulheres que subiam no palco, acariciavam seu corpo, deslizavam a mão por dentro da cueca dele e desciam sorrindo. Quando ele tirou a cueca houve uma sensação de deja-vu: a mesma mulher que havia chupado o mulato anteriormente tentou repetir a dose, mas ele se afastou dela dançando em direção à saída do palco. Aproveitando o gancho, a stripper da festa trocou de lugar com ele. Houve um movimento na platéia, os homens que mantinham distância do palco se aproximaram para ver melhor. Ela tirou algumas peças de roupa, ajeitou uma cadeira no centro do palco e puxou um homem que observava junto com a mulher para o palco. Colocou-o sentado na cadeira e começou um lap-dance sobre ele. A organizadora falou no microfone “ele não pode colocar as mãos nela, só se a mulher dele deixar”, ao que a esposa não se fez de rogada: subiu ao palco, pegou as duas mãos do marido e colocou-as sobre a bunda da stripper, para delírio dos presentes.

- Meu amor, se fosse você ali eu fazia a mesma coisa – provocou minha mulher

- Hehe, eu sei disso.

O felizardo ficou ali acariciando o corpo da dançarina enquanto ela continuava o show por alguns minutos, antes dela despedir-se dele com um selinho na boca e continuar o solo, tirando o resto da roupa e usando a cadeira como apoio para a dança. A essa altura a mais animada da platéia era a bofinho do trio de meninas que olhava a stripper com pura volúpia. No momento em a dançarina já nua sentou-se na cadeira e abriu as pernas a “butch” não vacilou: subiu ao palco e caiu de boca. Ficou ali alguns segundos enquanto a dançarina fazia caras e bocas para a platéia, antes de voltar para as amigas com um sorriso de “agora foi a minha vez” e beijar uma das amigas.

A stripper terminou o show e foi anunciado que era a hora do apagão. Minha mulher chegou para trás apertando o corpo contra o meu enquanto as luzes se apagavam de uma vez, e eu comecei a acariciá-la nos seios e pernas, a princípio sobre o vestido. A escuridão era total e não conseguíamos ver nada à nossa volta, virei-a de frente para mim, baixei uma das alças do vestido e chupei o seio. Subi a boca até o pescoço, dei uma chupada de leve e falei no ouvido dela

- Segura a minha mão e explora com a outra.

Entrelacei os dedos da mão esquerda com os dela e afastei o corpo em busca de outros. Diferenciava as mulheres pelos cabelos e quando encontrava deslizava a mão pelas costas até a bunda ou pelos seios até a virilha. Apertava os seios e nádegas, procurava decotes e cós, deslizava os dedos para dentro e acariciava a pele, mamilos, clitóris, sem me fixar muito tempo em uma. De vez em quando puxava minha mulher de volta pela mão, beijava-lhe a boca e deixava-a ir novamente. Ficamos nessa dança por incontáveis minutos até que notamos que o ambiente começava a clarear…

A noite mais louca de todas – parte 2

…Observei por alguns segundos mas logo me virei para a ruiva, envolvi seu corpo num abraço e a puxei para um longo beijo…

e ela respondeu com o que provavelmente foi o beijo mais burocrático que eu já recebi, parecia que era uma cortesia. A boca era gostosa, mas teimava em assumir uma posição ôca, que nem convidava nem impedia minha língua de passear pelos seus lábios. Meus braços ao redor da sua cintura e do seu pescoço também não pareciam em nada trazê-la mais para perto. Antes de separar os lábios dela eu já sabia que havia algo errado que só entenderiamos mais tarde.

Ela olhou pra mim, usou a desculpa de ir ao banheiro e se foi.

“What the hell…”

Minha mulher terminou o beijo com o carinha, ele sumiu na pista de dança e ela veio pra mim sorrindo.

- E aí, beijou a menina? – ela perguntou perto do meu ouvido

- Sim, mas foi um beijo meio sem graça, e acho que ela não curtiu muito – respondi, abraçando-a – E o cara?

- Beija bem, melhor do que ela.

- Ela parecia bem mais animada com você – sorri – e você com ela.

O sorriso dela se abriu mais lindo ainda

- Hehe… foi legal.

Me abraçou mais forte e me beijou, depois voltamos a dançar. Logo depois por mancada ou estratégia a banda começou a tocar música original deles. Com isso a pista começou a esvaziar, as pessoas começaram a ir para as outras partes da casa.

- Vou ao banheiro e depois vamos dar uma volta pela casa – Ela disse, me puxando pela mão

Passamos pelo bar, peguei outra cerveja e acompanhei-a até a escada que ficava a uns cinco passos de distância dos banheiros. Me encostei na parede para dar passagem ao pessoal que subia e a observei pelo restante do trajeto. Ao tentar entrar ela viu que estava ocupado, virou-se para mim, deu um sorrisinho e ficou esperando. Alguns segundos depois a porta do banheiro se abriu e saíram três mulheres de dentro. Consegui ouvir ela dizer algo como “cabe tanta gente ai dentro?” para a última, uma mulher com um rosto que aparentava bastante idade e um corpo em muito boa forma esculpido por ginástica. As duas ficaram se olhando bem de perto por alguns segundos…

Mal tive tempo de pensar “vai rolar…” antes de ver as mãos de cada uma agarrando a cabeça da outra e juntando as bocas num beijo. Acho que se as amigas da mulher não estivessem ali e começassem a chamá-la para sair da frente da porta do banheiro o beijo teria durado mais. Terminaram, minha mulher entrou no banheiro e a outra subiu as escadas com as amigas, as três rindo.

Quando ela veio do banheiro apenas sorri para ela balançando a cabeça como que dizendo “Você hein?”. Ela riu e disse:

- O que? Ela ficou parada ali, na minha frente…

- Ah claro, é a sua nova maneira de pedir licença

- Hehe, seu bobo. Vamos subir e ver o resto da casa.

Subimos as escadas e encontramos a do segundo beijo atrás de um portão gradeado na lateral do corredor, com um grande X para amarrar pessoas para sessões de BDSM. Estava ali com as amigas tirando fotos. Quando passamos ela pôs a boca por entre as grades e chamou.

- Ei, vem cá, me dá outro beijinho que eu tô presa.

Minha mulher riu, se virou para ela e atendeu ao pedido. Eu fiquei ali olhando o beijo bem de perto, até tive vontade de me intrometer mas tinha visto pela interação dela com o marido antes na pista que ela só podia se envolver com mulheres. Melhor não arranjar confusão…

A noite mais louca de todas – parte 1

This is the strangest life I’ve ever known - The Doors, Waiting for the Sun

Enquanto pagávamos a entrada antecipada na recepção o funk vazou pela porta entreaberta da pista de dança.

- Eu tinha medo disso – Ela disse.

Não acho que esse seja o medo mais comum de alguém que vai a uma casa de swing, mas para nós a música sempre teve um papel importante para compor clima e por isso eu também fiquei meio receoso.

- Bom, vamos entrar e ver qual é. A banda que vai tocar deve melhorar as coisas.

Entramos, cruzamos a pista observando os presentes e pedimos duas cervejas no bar. Na pista algumas pessoas dançavam ao som do pancadão, algumas mulheres faziam coreografias e um casal dançava colado, ele por trás dela levantando o vestido dela até quase a virilha. O cenário foi fiel ao que viria a ser a noite: a sutileza não estaria presente.

Ficamos num dos cantos, bebericando nossas cervejas e avaliando os presentes. Logo chegamos à conclusão de que ela estava em desvantagem: havia muito mais mulheres “pegáveis” do que homens.

- Na verdade mesmo a vantagem é toda sua. – eu disse – Você pode pegar os poucos caras bacanas e ainda pode pegar uma das meninas.

Ela sorriu e disse que era uma possibilidade. Nunca havia tido nada com outra mulher mas sempre teve curiosidade, e embora estivessemos ali com a idéia de apenas para observar, se rolasse algum clima propício não iríamos dizer não.

No palco a banda preparava os instumentos enquanto o DJ tocava as últimas musicas funk. Na pista as mais animadas eram três jovens, uma delas estilo “butch”, que brincavam com uma quarta que trocava beijos com um cara que parecia até seu namoradinho, de tanto que se beijavam.

Nós ficamos ali na nossa, e como ninguém veio socorrer os iniciantes ficamos observando os outros casais. Notavamos outros que pareciam na mesma situação de “primeira vez”, comentando, avaliando os arredores, desviando os olhares. Alguns casais pareciam interessantes no todo, mas não o suficiente pra nós sairmos do casulo.

A banda já havia começado a tocar e se não era nenhuma maravilha musical, os esperados sucessos da década de 80 eram um território mais confortável. Alguns casais mais interessantes chegaram e em especial um causou um certo burburinho: os dois novos, ele malhado e sem camisa (“eu jurava que era gay” – minha mulher sussurrou no meu ouvido), ela magrinha, loura, blusinha e mini-saia. Achei que fosse ser o primeiro casal a ser abordado por outro, mas uma das meninas do trio não perdeu tempo: se aproximou da magrinha, abraçou-a pelos quadris e começou a conversar bem de pertinho. A loura sorria e logo as duas estavam se beijando na pista, bem perto da gente. O “descamisado” apenas observava, abraçando a loura por trás, com as mãos na sua cintura. Quando o beijo acabou a menina voltou para o trio com uma cara de “Viram, o primeiro troféu da noite foi meu”.

Desgrudamos da parede e começamos a dançar um pouco na pista: eu a abraçava por trás, beijando de vez em quando o pescoço, enquanto continuávamos comentando. Um dos casais que havíamos achado interessante dançava abraçado, a uns 3 passos a frente da gente. Ela novinha, pele branca, cabelos ruivo-escuros, num vestido tubinho bem provocante; ele forte, mais velho que ela mas provavelmente menos de 30, cabelo liso estilo beatles, camisa polo listrada. Ela estava virada para o nosso lado e viu que nós os observávamos, cochichou algo no ouvido dele que parou de dançar e se virou para o nosso lado. Ela soltou a mão dele, caminhou na nossa direção e sem dizer nada nem pedir licença colou os lábios nos da minha esposa e pressionou o corpo contra o dela.

Eu sempre curti ver mulheres se beijando, seja espontaneamente em baladas ou de jeito coreografado em revistas e filmes eróticos. Mas nunca foi tão lindo como ver a minha mulher participando. Enquanto ela colocava as mãos nas faces da menina deixando o beijo mais apertado, troquei brevemente minhas mãos para os quadris da garota, estreitando mais ainda o abraço das duas e sentindo o perfume de ambas se misturando. O rapaz veio para o meu lado e comentou algo que para ser sincero eu não entendi e estendeu a mão para apertar a minha. Soltei as duas e retribui o cumprimento, dando um tapinha no ombro dele como se fôssemos velhos conhecidos. As duas se beijaram por mais algum tempo, e ao terminarem minha mulher virou para o carinha e retribuiu o beijo sem aviso do mesmo jeito que a parceira dele havia feito. Observei por alguns segundos mas logo me virei para a ruiva, envolvi seu corpo num abraço e a puxei para um longo beijo…

@puraintensidade começou uma história com uma foto para inspirar os leitores a continuar o conto, acesse o blog e participe.

Desculpem pelo apagão

Estávamos sem luz no quarteirão desde a tarde, quando um velho e conhecido transformador abriu o bico. Os meninos já haviam dormido e tínhamos cochilado no colchão reserva no quarto deles. Despertei com o corpo colado ao dela em conchinha, e comecei a acariciar suas pernas e beijar seu pescoço.

- Vamos pra nossa cama – sussurrou

- Ehehe, vamos, eu não quero ser responsável por eles terem de fazer análise por que pegaram a gente transando no quarto deles.

Ela pegou os travesseiros e foi para o quarto enquanto eu fui ao banheiro mijar. Ao chegar no quarto ela estava nua, inclinada na janela olhando a escuridão lá fora e as luzes do quarteirão vizinho ao longe. Me encaixei atrás dela e falei.

- Hmmm, aqui a gente nunca fez…

- E nem vai fazer, imagina se a luz volta com a gente aqui na janela

- Bah, cade o seu espírito de aventura?

- Tá ali na cama, vem.

Se jogou na cama e se ajeitou nos travesseiros, eu a segui ajoelhando na cama e deslizando a mão pelo pé dela, subindo pela perna até a boceta. Fiquei ali ajoelhado ao lado dela, observando ela começar a gemer e se aninhar enquanto eu a masturbava. Sem tirar a mão do seu clitóris baixei o meu shorts e cheguei meu corpo para perto da sua cabeça. Ela não vacilou e abocanhou imediatamente a cabeça do meu pau, enquanto se acomodava melhor para deixar meus dedos entrarem nela. Apoiou o cotovelo na cama para segurar a cabeça na altura do meu pau e deixar mais fácil o vai-e-vem e eu voltei meu dedo para o seu grelo, massageando de cima para baixo e as vezes mergulhando na boceta para molhá-lo mais. Com o pau na boca e meu dedo no clitóris não demorou muito para que o gozo viesse.

E hoje a gente sabe que eram 22:13 no relógio, porque foi quando aconteceu.

Sem parar os movimentos nem tirar da sua boca, comecei a ouvir um burburinho da rua. Olhando pela janela vi que as luzes do outro quarteirão estavam oscilando. Voltei a olhar para ela (a visão de um orgasmo feminino não é algo que se desperdice) e continuei a tocá-la enquanto ela deixava meu pau escorregar para fora da boca e gemer com os últimos espasmos do gozo.

Olhei pela janela novamente, agora não havia mais nada acesso, reinava a escuridão.

- Viu o que você fez? – perguntei sorrindo

- Ahnnn? – disse ela, abrindo os olhos. Claro que não tinha visto nada.

- A luz do outro quarteirão apagou durante o seu gozo. Acho que foi por sua culpa.

- Ahahahahah, sério?

- Sim, durante o clímax oscilou e apagou.

- Ahahahaha. Desculpa Aí! – riu, me puxando pra cima dela e me encaixando entre suas pernas – Mas agora sou eu quem está acesa.

O cacete entrou facilmente na boceta molhada. Deixei meu corpo pesar sobre ela enquanto a fodia, minha boca mordiscando o seu pescoço.

- Espera – disse, me empurrando para fora dela – Quero de quatro.

Virou-se de bruços, puxando um travesseirão para debaixo do corpo e apoiando a cabeça contra a cama, deixando a bunda convidativa para cima. Endireitei o corpo de joelhos e deslizei novamente para dentro dela.

Tentei cadenciar os movimentos devagar, mas essa não era a idéia dela.

- Mete tudo, porra… – gemeu, empurrando a bunda para trás

Não consegui mais me segurar, agarrei suas ancas e bombei rápido e forte, até o fundo, sem parar até jorrar dentro dela. Me abandonei sobre o seu corpo, beijando seu pescoço enquanto deixava o pau amolecer dentro dela.

Deitei ao lado dela e ficamos nos acariciando, comentando que o reparo no nosso transformador deveria ter causado algum problema no outro quarteirão, e adormecemos ali

Hoje de manhã indo para o trabalho eu soube da extensão do apagão. Logo depois trocamos o seguinte papo pelo messenger:

eu: Você apagou o Brasil todo…
ela: pois é
ela: :-O
eu: que coisa
ela: fiquei bolada
ela: hahahahah
eu: ahahahah, poderosa!
ela: agora eu sei exatamente a hora do meu orgasmo
ela: hahahahahah
ela: ontem as 22h13min eu estava tendo um orgasmo
eu: ehehehehe

Desculpem aí, a gente vai tentar não provocar mais nada assim de novo, mas não dá pra prometer….

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- Vai me levar em casa?

Achei que ela estivesse cochilando no meu ombro.

- Hoje não vai dar – falei olhando o relógio – essa porcaria de ônibus demorou a beça e se eu descer contigo perco o último pra minha casa.

- Tá bom… – disse ela num ronronar preguiçoso, esfregando os cabelos cacheados contra o meu pescoço. – é que tá um friozinho e eu tô com saudade.

Puta que pariu, ela com vontade hoje e eu vou perder a chance de uns sarros na garagem da casa dela por causa de uma merda de motorista deitão. Tarde da noite, quase ninguém no ônibus nem na rua e ele dirigindo como se estivesse na auto-escola. Lá atrás o trocador sem nada a fazer já tinha emborcado. Bom, vamos ver o que dá pra fazer aqui.

Escorreguei a mão direita por baixo da camiseta dela, alisando de passagem a barriga até alcançar a parte de baixo dos seus seios. Fiquei algum tempo ali, acompanhando as curvas de um seio para o outro. O ronco do motor e o sacolejar do ônibus não me deixaram notar se ela suspirou ou se aninhou mais, mas como não tirou a minha mão do lugar, estava no jogo. Aproveitando que ela vestia uma jaqueta que escondia o que se passava por debaixo da camiseta, minha mão agarrou um dos seus seios e sentiu pela dureza do mamilo o quanto ela estava com saudade. Ela inclinou a cabeça para trás e sua boca começou a beijar meu pescoço de leve, enquanto eu brincava com o mamilo.

-Anda logo, já vai chegar no meu ponto – sussurrou, enquanto desamarrava o cadarço da saia cigana

Não havia mesmo muito tempo para preliminares. A mão fez o caminho inverso sob a camiseta e pegou o desvio por baixo da saia e da calcinha, sem escalas até os dedos alcançarem o clitóris. O beijo no pescoço se transformou num leve chupão enquanto ela ajeitava os quadris e abria as pernas. Deixei o dedo médio descansar sobre o grelo enquanto o ônibus velho passava por uma rua de paralelepípedos, truque aprendido em outras noites.

- Pára de gracinha, hoje não dá temp…- um suspiro substituiu o final da frase porque nesse momento eu deslizei o dedo com força para baixo, escorregando pelos lábios já úmidos para dentro dela

- Fica quieta e aproveita – falei inclinando a cabeça, fechando os olhos e colando os lábios na sua boca.

Enfiei o dedo o quanto pude naquela posição e trouxe-o para fora para lubrificar o clitóris. Ficava ali como num jogo de gato e rato, dedilhando o grelo um pouco e então mergulhando-o de novo para dentro da boceta, enquanto chupava seus lábios e sua língua. De tempos em tempos abria os olhos para observar suas expressões e marcar a posição do ônibus. Quando faltavam umas cinco ruas para chegar aonde ela desceria acelerei os movimentos circulares sobre o clitóris e duas viradas de esquina depois o corpo dela chegou ao fim da viagem, suas pernas se fecharam apertando a minha mão enquanto ela mordia o meu lábio inferior.

Ficou ali arfando, rosto encostado no meu, aparentemente esquecida de onde estava. Puxei minha mão para fora da saia e me endireitei no banco.

- É melhor você ajeitar a saia, estamos chegando.

Ela abriu os olhos como se tivesse ouvido um despertador tocar às seis da manhã e olhou pela janela.

- Porra…

Amarrou rapidamente o cadarço da saia, puxou sua a mochila que estava no chão e levantou-se rapidamente para puxar a corda do sinal enquanto o ônibus fazia a última curva antes do ponto dela.

- Amanhã você me leva em casa, nem que a gente tenha de matar a última aula. – disse ao se inclinar para me beijar.

Caminhou para a saída enquanto o ônibus freava. Chamei o seu nome. Quando ela olhou, curiosa, toquei o lábio com o dedo e mandei um beijo. Ela só não corou porque já estava afogueada, me mandou um olhar que dizia “Amanhã eu te pego” e desceu do ônibus.


Inspirada por http://ferafelina.wordpress.com/2009/11/06/bus/

 

Palavras aqui, fotos no outro blog…

Minha idéia era além de escrever aqui, postar fotos também… mas para deixar este blog aqui mais acessível (é, pra você que quer ler sacanagem no trabalho sem que os outros percebam) abri um outro para fotos, desenhos, pinturas, etc… então dêem boas vindas ao irmão Olhar não tira pedaço.

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